terça-feira, 12 de março de 2013

Nazca a Lima

Em Nasca realizamos o voo sobre as linhas, aproximadamente 30 minutos de voo sobres os desenhos no deserto, sinceramente não me impressionaram muito e ainda fiquei mal com o voo, o pequeno avião cesna para 6 pessoas, 2 tripulantes e 4 passageiros chacoalha bastante e para se poder visualizar as linhas faz manobras quase radicais, por sorte não havia tomado café da manha.
Ja perto das 11 da manha voltamos ao hotel e nos preparamos para ir a Lima, faltavam 450 km, como ja estava meio tarde e para não chegar a uma capital desconhecida a noite resolvemos fazer uma etapa até a cidade de Pisco, 250 km ao norte, ja no litoral peruano, imaginamos que fosse como no Brasil, que engano, infelizmente a cidade de Pisco foi atingida por um forte terremoto em 2007 e ainda esta se reerguendo, muitos terrenos vazios de casas que se foram e alguns escombros do terremoto estão espalhados por toda a cidade, fizemos um city tour com um desses moto taxis e o piloto nos deu uma breve explicação sobre o ocorrido, segundo ele morreram mais de 120 mil pessoas em toda a região atingida por esse terremoto.
No dia seguinte partimos para Lima, ótima estrada e um visual muito bonito do litoral peruano foram os ingredientes da etapa, muitas casas de veraneio, mansões e condomínios fechados nos mostravam que aqui os peruanos realmente curtiam a praia. Chegamos por volta do meio dia e rumamos direto para o conhecido bairro de Miraflores, onde nos instalamos no Urban Hostel, meio sujo mais a 2 quadras da praia, excelente localização.
Lima nos surpreendeu bastante positivamente, por onde andamos pudemos notar uma cidade muito limpa e organizada, exceto pelo transito caótico como em todas as grandes capitais sulamericanas, aproveitamos a tarde para conhecer a praia de miraflores e contemplar um maravilhoso por do sol no Pacifico, realmente um incrível espetáculo da natureza. No dia seguinte levei a moto a concessionária BMW de Lima para uma sessão de Spa, realmente ela estava merecendo, recomendadissima concessionária, muito diferente do Brasil, nos trataram muitíssimo bem, nos pagaram o taxi para o centro da cidade e entregaram a moto limpa e pronta no horário combinado.
Enquanto a moto estava na revisão aproveitamos para conhecer o centro histórico de Lima, onde fica a Plaza de Armas o Palácio do Governo, tivemos a oportunidade de assistir a troca da guarda do palácio, muito interessante.
A noite fomos ao centro de Miraflores, agitado com muitas lojas, uma rua com muitos restaurantes e barzinhos onde os turistas e peruanos vem se divertir, comemos ceviche, prato peruano feito de peixe cru com muito limão, até que é bom, mais ainda prefiro o sashimi japonês.
Amanha parto para a terceira fase da jornada em que pretendo percorrer a costa peruana e o deserto do Atacama, chegando a San Pedro de Atacama.

Sobrevoando os arredores de Nasca.

Igreja semi destruída pelo terremoto em Pisco

City tour de Moto taxi.

Transito caótico em Lima

Urban Hostel, meio sujinho, preço e localização ótimos.

Lima, grande capital sulamericana.


Para chegar a praia tem que descer o paredão.


WiFi melhor que o do Hostel.

Praia de ondas grandes, só pra surfista.

Por do sol, espetáculo da natureza.

Ué cade a areia da praia???

Plaza San Martin.

Palacio do Governo.

Ceviche, peixe cru cozido no limão.



domingo, 10 de março de 2013

Cusco a Nazca

O trecho de Cusco a Nasca é um trecho bem puxado para ser feito em um unico dia, muitos motociclistas o fazem, porem são 650 km aproximadamente de muitas curvas e travessias de cordilheira, como estavamos cansados do passeio a Machu Picchu no dia anterior, a ideia mais sensata seria realizar esta etapa em dois dias tranquilos, curtindo a paisagem e a estrada, e assim o fizemos.
Partimos de Cusco tranquilos com direção a cidade de Abancay, a cidade que parecia contar com melhor infraestrutura, aproximadamente 220 km de Cusco, apos muitas curvas e um cenario deslumbrante chegamos no inicio da tarde a Abancay, onde nos hospedamos no Hostel Omega, excelente pelo preço. A cidade de Abancay é bem empoeirada como todas as outras do interior do Peru.
No dia seguinte continuamos a estrada, saimos bem cedo para finalizar o trecho de 450km restantes ate a cidade de Nazca, no inicio fomos seguindo o rio , parando para abastecimento na cidade de Chalhuanca, encontramos um excelente ponto de parada, bem acima dos padrões da região, continuamos seguindo o rio e subindo até a altitude de 3500 mts, onde a estrada se separa do rio e vai em direção aos andes literalmente, iniciando uma sessão de curvas de 180 graus impressionante, tem que ficar experto nas curvas, pois os caminhões grandes não conseguem fazer as curvas na sua faixa e acabam por invidir a contra mão, apos estre trecho de subida atingimos a altitude de 4500 mts, por onde a estrada segue no topo dos andes, variando pouco a altitude segue-se passando por  bonitos lagos e pampas, muitas lhamas na pista, alguns povoados e boas retas, onde se acelera a moto até o que a altitude permite, conforme havia planejado chegamos a Puquio por volta de meio dia, logo após viria o Pampa Galeras, região conhecida pelas tempestades de fim de tarde, como ainda era cedo achei que estariamos tranquilos, que engano, logo as nuvens no horizonte foram ficando escuras, o tempo fechou de vez, um raio brilhou no horizonte e me fez parar imediatamente no primeiro povoado que encontramos, ali ficamos por um tempo aguardando até que a chuva chegou, nos passou e deixou um chuvisco misturado com neblina pelo qual seguimos até o fim dos pampas e o começo da descida para nazca que fica a 600 mts de altitude, curvas de mais de 180 graus e visibilidade quase zero deram o tom do inicio da descida,  até que baixamos para uma altitude fora das nuvens e incrivelmente a visibilidade passou a ser total, nos mostrando quão linda é esta estrada e tambem quão fundo são os precipicios a beira dela, com a altitude baixando a temperatura aumentava e finalizamos o trecho no fim da tarde chegando a cidade de Nazca ja com um calor bem forte.
Um dia realmente muito proveitoso de lindas paisagens pelos andes, onde a natureza mostra seu poder de diversas formas e jeitos nos mostrando o quanto pequenos somos diante dela.

Parada estrategica em Abancay



Riachos na pista


Cachoeiras na pista



Moto taxi


Chuva no Pampa Galeras


Curvas mais do que fechadas



quarta-feira, 6 de março de 2013

Machu Picchu

Inicialmente minha ideia era chegar ate Ollantaytambo, pernoitar por la e tomar o trem com destino Aguas Calientes , visto que o tempo do trem era menor e o preço tambem, porem um dia antes de rumarmos para Cusco pesquisando na internet vi que havia caido uma ponte que dava acesso a Machu Picchu, a noticia me preoucupou um pouco ja que em 2010 na minha ultima passagem por Cusco não pude visitar o Santuário pois fortes chuvas haviam destruído os trilhos do trem que se vai a Machu Picchu, será que ia acontecer denovo? 
Devido a noticia resolvi ir a Cusco antes para verificar se as noticias eram reais e de la partiriamos para Machu Picchu se tudo estivesse bem, em Cusco viemos a saber que esta tudo normal e que a ponte que havia caido era no caminho de Santa Tereza, um acesso secundario, ainda assim esta opção se mostrou a escolha correta, chegando a Cusco procuramos a agencia de turismo do hotel, esta nos pediu $225 para fazer o passeio completo, saída da porta do hotel e retorno ao mesmo local sem preocupações, como facil de mais não tem muita graça fomos buscar o meio mais econômico de se chegar correndo atras de todas as passagens, transfers e ingressos necessários para o passeio.
 Primeiramente compramos as passagens de trem da companhia Inca Rail, ida e volta saindo de Ollantaytambo as 06 e 40 da manha com destino a Águas Calientes e voltando de Águas Calientes as 19 horas de volta a Ollantaytambo, ai ja se foram $106, para se chegar a cidade de Ollantaytambo onde fica a estação do trem são aproximadamente 60 km, para isso foi necessário tomar uma van duas horas antes do horario do trem, para salvar recursos tomamos a van direto no ponto de saída na Calle Pavitos, ali a maioria dos passageiros são a propria população da cidade, então os preços são excelentes, ida e volta sairam por 25 soles. 
Depois desta maratona inicial chegamos a cidade de Aguas Calientes onde fomos direto a agencia oficial de turismo da cidade, que é o unico local autorizado a vender a entrada para Machu Picchu e adquirimos  os ingressos, salvo o unico detalhe que não aceitam cartões nem mesmo dolares, ficando ai quase todo nosso dinheiro, uma vez que a entrada para o santuario custa 128 soles, aproximadamente 50 dolares, tudo certo enfim se esta pronto para subir a entrada da cidade inca, mas para isso é necessario se tomar um micro onibus, que ida e volta custa 18 dolares e percorre o ultimos trecho final de 8 kms por uma estrada de cascalho beirando abismos inacreditaveis até o santuario.
Enfim chegamos a cidade Inca, realmente incrivel, indescritivel a sensação de caminhar por essas ruinas, o tempo não estava querendo colaborar, chovia e parava, andamos por toda a cidade e deixamos a melhor parte para o final, que é quando se sobe a casa que os guerreiros utilizavam para cuidar da cidade e de onde se tiram as classicas fotos do plano geral das ruinas, pois eis que quando estavamos rumando para la uma chuva pesada começou a cair fechando o ceu de maneira que não se enxergava  mais nada, bem na hora da foto classica e o céu despenca a chover, paramos embaixo da tenda de restaurante, não iria desistir tão cedo, a chuva relutante a cessar me desanimava cada vez mais, filas enormes se formavam com as pessoas tomando o onibus de volta a cidade de Águas Calientes, quando ja estavamos quase desistindo, eis que a chuva começou a diminuir e parou completamente, foi a alegria geral da galera, voltamos para o santuário e curtimos o resto da tarde tirando muitas fotos e observando este santuário que é realmente fantástico e de uma energia que só se estando no local para sentir.
Após um dia excelente de passeio voltamos pelo caminho inverso, chegando a Cusco por volta das 23  horas da noite e prontos para seguir viagem rumo a Nazca onde pretendemos sobrevoar as famosas linhas de Nazca.


Amanhecendo na estacão de Ollantaytambo

Companhia secundaria, mas muito boa tambem.

O trem chegando a estacão.

Poltronas confortaveis, mas o espaço é um pouco reduzido

Serviço de bordo, mate de coca.


Estação Machu Picchu


Lhamas, domesticadas.


A classica foto não pode faltar.

Entrada para a cidade Inca

sábado, 2 de março de 2013

Rio Branco/AC a Cusco/PE

Partimos de Rio Branco no Acre rumo a Cusco no Peru, onde pretendemos visitar o sitio arqueologico de Machu Picchu, foram dois dias de estrada até Cusco, aproximadamente 500 km por dia.
Fomos para a estrada bem cedo em direção a cidade de Assis Brasil, a qual faz divisa com o Peru, porem antes passamos pela cidade de Xapuri no Acre, esta que foi a base de atuação de Chico Mendes, grande ativista que lutou pelo mantenimento da selva contra os grande latifundiarios que pretendiam destrui-la e transforma-la em pastagens, nesta cidade tivemos a oportunidade de conhecer a casa onde viveu Chico Mendes, muito interessante a visita, sendo que a casa continua original desde a sua morte.
Deixando Xapuri para tras passamos pela cidade de Brasiléia que faz divisa com a cidade de Cobija na Bolivia, aproveitamos para adentrar o território Boliviano por uns instantes. A partir dai teriamos aproximadamente 300 km para chegar a cidade de Puerto Maldonado que era nosso objetivo do dia, passamos rapidamente por Assis Brasil onde fizemos os tramites de fronteira e cambiamos a moeda nacional para o dinheiro peruano.
Ja em território peruano a estrada que na parte brasileira vinha apresentando varios buracos passou a ser um agradavel tapete de asfalto onde pudemos acelerar sem problemas, salvo pela quantidade de animais e lombadas que se tem ao longo da estrada. Chegamos a Puerto Maldonado ja no final da tarde e nos hospedamos no Hotel Cabaña Quinta, otimo hotel porem um pouco fora do nosso orçamento, o quarto de casal saiu por 150 soles (dinheiro peruano), ja instalados aproveitamos para conhecer um pouco desta movimentada cidade que vem crescendo a cada dia desde que foi asfaltada a carretera interoceanica.
No segundo dia partimos de Puerto Maldonado em direção a cusco, este que foi um dos dias mais interessantes da viajem até o momento, pois cruzamos a cordilheira dos andes a invcriveis 4750 metros acima do nivel do mar, no começo do dia se anda por um bom tempo no meio da selva peruana, calor e humidade a niveis impressionantes, interessante é o desenvolvimento que se nota por essa região, cidades desabrochando no meio do nada, não se pode dizer que sejam cidades moderna ou até mesmo desenvolvidas, porem tem infra estrutura de postos de gasolina e algo para comer e até mesmo hospedar-se caso tenha necessidade, logo depois se começa a subida da cordilheira, muitas curvas e paisagens realmente deslumbrantes nos acompanharam por todo o caminho, o tempo começou a fechar conforme iamos subindo e pegamos um pouco de chuva apenas quando estavamos quase atingindo o topo dos andes, vale ressaltar aqui a necessidade de se proteger contra o frio nas partes mais altas dos andes, pois quando se sai de Puerto Maldonado a temperatura é alta, por ser esta uma cidade no meio da selva amazônica peruana e quase ao nivel do mar, porem quando se vai subindo a cordilheria a temperatura despenca consideravelmente a ponto de ter neve nos pontos mais altos. Depois de se atingir o ponto mais alto da estrada, começamos a descer em direção a cidade de Urcos, onde se encerra o trecho novo da interoceanica, descida incrivel, curvas aos montes e um lindo visual do vale do rio Vilcabamba, onde se situam varias cidades inclusive a cidade de Cusco, onde agora nos encontramos hospedados no Hostel Casa Grande, bem proximo a Plaza de Armas e conhecido por recepcionar motociclistas de todo o mundo.


Inicio da estrda do Pacifico em Rio Branco no Acre

Casa de Chico Mendes



Lindas pontes cruzam os varios rios ao longo da carretera

Ponto mais alto da travessia dos andes

Gracias Madre de Dios, mas ja estou indo.

Um mate de coca no alto dos andes para amenizar os efeitos da altitude




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

São Paulo a Rio Branco/AC

Parti de São Paulo no sábado pela manha para cumprir a primeira etapa da viajem, um voo solo direto para Rio Branco no Acre, distante aproximadamente 3500 km, o objetivo era cumprir este trecho o mais breve possível. O primeiro dia com estradas tranquila no estado de São Paulo rendeu bastante e consegui fazer 1020 km até a cidade de Jatai no estado de goiás
A partir de Jatai sai com o objetivo de chegar a cidade de Cáceres ja no estado do Mato Grosso, distante aproximadamente 850 km, a primeira parada foi na cidade de Aparecida do Araguaia bem proximo a divisa com o estado do Mato Grosso,a partir dai a coisa começou a ficar interessante, o numero de carretas na estrada aumentava proporcionalmente ao numero de buracos na pista, o trecho até Rondonópolis ja era uma demonstração do que viria pela frente, depois de Rondonopolis a estrada melhora um pouco, porem o numero de carretas continua aumentando, ao chegar a Cuiabá a ideia correta seria pegar o anel viario até a saída para Caceres, que engano terrivel, o anel viario de Cuiabá de acordo com o Guia 4 Rodas é o 7° pior trecho rodoviario do Brasil, buracos que facilmente dariam para enterrar a moto e com muita folga, enquanto estava andando até certo ponto era tranquilo, porem a aproximadamente 7 kilometros do fim do trecho parou tudo, uma fila gigantesca de carretas se formou na pista simples sem condições de realizar ultrapassgens mesmo que na contra-mão, sem muita opção, um calor terrível, o jeito foi tentar trafegar pelo acostamento que mais parecia uma pista de motocross de tantas buracos e lombadas, pensando bem acho que uma pista de motocross seria melhor, vencido o trecho faltava somente 200 km até Caceres, ai foi só alegria, asfalto em ótimas condições, pouco movimento, cabo enrolado e rapidamente atingi o objetivo do dia, a cidade de Caceres no Mato Grosso, linda cidade nas margens do Rio Paraguai, um belo visual do por do sol e uma lua cheia impressionante refletindo sobre o espelho dágua fizeram todo o dia valer a pena.
No terceiro dia de viajem o objetivo era chegar a cidade de Ji-Parana ja no estado de Rondônia, aproximadamente 850 km, achei que seria um dia difícil, porem ja mais habituado a trafegar entre os buracos e carretas consegui desenvolver bem o trecho, somente enfrentando um pouco mais de dificuldade no trecho entre Cacoal e Ji-Parana, que com o perdão do trocadilho esta em cacos, vergonhoso pensar que importantes rodovias necessarias para o escoamento da produção agricola do nosso pais se encontram em estado avançado de destruição e totalmente abandonadas, cheguei a Ji-Parana ainda com o sol alto então aproveitei para rodar um pouco mais chegando a cidade de Jaru/RO,  tudo tranquilo exceto pelo preço da gasolina que esta aumentando gradativamente conforme vou me deslocando para o norte no mapa.
Faltando somente 750 km para Rio Branco, passei por Porto Velho capital de Rondonia, após se tem um trecho de 500 km até Rio branco onde não se tem cidades desenvolvidas, fiquei um pouco preocupado com a questão do combustivel, porem fui tranquilizado pelos moradores da região, margeando o rio Madeira na divisa com a Bolivia, asfalto excelente fui tocando forte até a travessia do rio madeira pela balsa, onde se pode avistar o território boliviano, entre chuvas e sol continuei em um ritmo tranquilo até Rio Branco/AC, finalizando esta primeira etapa da viajem. Ja instalado na cidade de Rio Branco/AC fiz amizade com o Silvestre, representante comercial da região e com Juan e seu primo peruanos de ferias no Brasil, que nos presenteou com um belo litro de Black Label que sem delongas foi degustado até a ultima gota junto com muitas risadas e histórias.



Rio Paragui em Caceres/MT



Travessia de balsa pelo Rio Madeira

Chuvas passageiras ao longo do trecho entre Porto Velho e Rio Branco

Bolivianos nos lembrando que o território é deles.


Muchas Gracias Juan. 

O Coitado do black vazio.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

30° Dia - Rio Negro/PR a São Paulo/SP

          Pela primeira vez em toda a jornada resolvi deixar o despertador desligado e acordar naturalmente, mas a ansiedade de chegar parece igual a de quando estamos para sair, não dormi quase nada esta noite e com o nascer do sol ja estava sem sono, preparei a moto, tomei um café rápido no hotel e parti para a ultima etapa.
          Caminho sem muitas novidades, o qual ja percorri algumas vezes, acelerei forte e após passar pelo trecho mais perigoso de todo o trajeto, a Serra do Cafezal na Regis Bittencourt e enfrentar o transito mais caótico de toda esta trip, nosso maravilhoso e congestionado transito de São Paulo, cheguei por volta das 2 da tarde em casa.
           Foram exatos 30 dias e 14.244 Km rodados com a moto, que representou muito bem seu papel não apresentando nenhum problema mais grave.
          Agradeço a todos que perderam seus preciosos minutos lendo esse blog e acompanhando essa minha jornada até o fim do mundo e espero que com esse relato possa ajudar muitos outros motociclistas ou não a buscarem a realização dos seus projetos rumo ao fim do mundo ou a qualquer outro destino, pois como disse Amyr Klink:

          "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver"

          Um abraço a todos e boas estradas.

Até o ultimo dia fazendo amizades, Dolor dos Fazedores de Chuva de Itajai/SC

domingo, 1 de abril de 2012

29° Dia - Pelotas/RS a Rio Negro/PR

          Domingão de sol e uma estrada com muitas curvas era o que eu precisava para amenizar um pouco o sentimento de fim de viagem, logo depois de Porto Alegre segui pela serra Gaucha, lindas paisagens, ótimo asfalto, muitas motos passeando pela região, passei por Lages/SC e continuei para a cidade de Rio Negro, chegando ja no entardecer após percorrer 844km. Cansado pernoitei em um hotel de beira de estrada e tive que pedir um lanche por telefone. Amanha é o dia da chegada, mais 520km e estarei em casa.