domingo, 4 de junho de 2017

Fase 2 - Peru

Apos um periodo de descanso de 3 dias em Lima que tambem foram aproveitados para revisao da moto parti para a segunda fase do projeto, onde a partir daí não teria passado por nenhum trecho e tudo seria novo.
Com destino a Cordilheira Blanca sai de Lima pela manhã e avançando cheguei por volta das 14 hs na entrada do Glaciar de Pastoruri, uma geleira nos Andes que vem perdendo seu tamanho para o aquecimento global a cada ano, ja a aproximadamente 4500 mts de altitude adentrei a estrada de terra que dava acesso ao parque, passagem incrível a estradinha de aproximadamente 30 kms vai serpenteando e subindo pelos Andes e quando chegamos a aproximados 4800 mts de altitude é hora de estacionar a moto e seguir caminhando por uma trilha de 2,5 kms que da acesso ao Glaciar, o termometro da moto ja marcava 4 graus quando cheguei ao estacionamento e la fui com todas as blusas e luvas rumo ao gelo. Caminhada pesada na altitude e em subida, pelo caminho encontro um casal de brasileiros descendo que me avisam que ja esta perto, quase 1 hora depois chego ao ponto de visualização da geleira, o GPS marca exatos 5000 mts de altitude e registra meu novo recorde pessoal de altitude, o local ja vazio pois as excursões ja estavam todas voltando para a cidade de Huaraz me permitem uma contemplação solitária do local, que beleza tão distinta, um lago gelado e a parede imensa de gelo bem a minha frente. Ja contente com o que tinha visto começo o caminho de volta e eis que uma chuvinha de umas pedrinhas pequenas começa a me acompanhar e logo a chuvinha se transforma em neve, minha primeira experiência com neve caindo do céu, na descida todo santo ajuda e logo estou de volta ao estacionamento, só resta minha moto parada e coberta de neve, encontro um sr do colorado que com sua bicicleta ia passar a noite acampado por ali, penso em acampar também mas era cedo ainda e Huaraz só esta a 100 kms e então após uma boa conversa com o sr do Colorado sigo embaixo de neve para Huaraz, aquecedor de manopla ligado no máximo, estrada de terra boa na descida mas a viseira ta embassada e tem que ficar aberta, quase congelo meu nariz, termômetro da moto marcando 0 graus e conforme a altitude vai baixando a temperatura vai subindo e a neve sumindo, ja no seco sigo os ultimos kms da estrada rumo a Huaraz onde passei a noite, sem banho pois não tinha agua caliente, sempre bom perguntar por agua caliente por essas bandas mesmo em locais frios.
Contente com o frio que havia passado e com o que tinha visto na Glaciar dou por finalizada minha passagem pela Cordilheira Blanca mesmo sabendo que existe muito mais pra explorar por aqui e decido voltar para o litoral em busca de calor, de acordo com o mapa a estrada segue após Huaraz rumo a Chimbote ja no litoral, uma descida incrivel pelo Cañon del Pato uma estrada a beira de precipícios e tuneis por dentro de pedras intermináveis, surpreendente dia, ja que esperava uma estrada normal até o litoral e de repente passei por uma das estradas mais incríveis da viajem até agora. Ja quase no final da estrada um Peruano me pede carona, após perguntar qual era a distância resolvo leva-lo, mentiroso disse que era 15 kms e o levei por quase 70 kms mas tudo bem, como ja era o final da descida ja não tinha tanta curva e la fomos a mais de 110 km/h com o Peruano sem capacete na garupa, depois que desceu da moto me ofereceu uma gaseosa e disse que os colegas nao iam acreditar que ele tinha andado de moto a mais de 100 km/h.
Ja de volta a estrada Panamericana sigo para meu destino do dia pelas infinitas retas da excelente via no Peru, onde ja pelo fim da tarde chego a cidade de Pocasmayo, um pequeno vilarejo no litoral Peruano, com um lindo por do sol que me da boas vindas de volta ao oceano pacifico e com uma mais ou menos cerveja Trujillano finalizo meu dia mais do que convencido de que foi uma boa escolha voltar ao litoral.
Continuo a explorar o litoral Peruano e sigo para a cidade de Mancora, que pelas pesquisas era apontada como uma das mais belas praias do Peru, retas intermináveis pela Panamerica me acompanham e chego cedo a Mancora, bom para aproveitar uma praia e mais um belo por do sol no pacifico acompanhado de uma excelente Cusqueña dorada bem gelada, Mancora fica ja bem próximo a fronteira com o ecuador, meu próximo destino, como era a ultima noite no Peru resolvo fazer uma celebração com os Soles peruanos que me restam e curto um excelente ceviche no restaurante que me indicaram como um dos melhores da cidade acompanhado de uma Cusqueña de quinua, satisfeito com o que vivi por esses dias neste maravilhoso pais chamado Peru.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Peru - Fase 1

Passado os tramites da fronteira Brasil Peru em Assis Brasil, o qual foi bem tranquilo, cheguei a cidade de Puerto Maldonado, um caos a parte, moto taxis do tipo Tuc Tuc para todos os lados e buzinas como boas vindas ao Pais vizinho. Sem mtuitas dificuldades para encontrar hotel devido aos baixos preços encontrados fui em busca da primeira refeição deste lado. Com a indicação da recepcionista do hostel cheguei a um restaurante bem simples e preços convidativos e por 7 reais comi uma ótima refeição, a partir dai comecei a gostar da brincadeira então fui atras de um chip para o celular o qual me custou 10 reais e funcionou com otima internet 3g por todo o tempo de estadia no Peru que foi de 13 dias. Por ja ter viajado pelo Peru algumas vezes é até trabalhado por um curto período na capital Lima me senti bem a vontade por la.
Ja aclimatado culturalmente ao pais vizinho era hora de seguir adiante em busca de novos lugares e desta forma parti rumo a Ollantaytambo de onde partiria para Santa Tereza, cidade conhecida como porta dos fundos de Machu Picchu por ser possivel chegar a cidade de Aguas Calientes que é a base para chegar as ruínas sem ter que pagar o caro trem que sai de Ollantaytambo rumo ao mesmo destino, apenas caminhando aproximadamente 10 km e de quebra na volta ainda pode aproveitar um relaxante banho nas termas de Cocalmayo, um delicioso parque que tem 3 piscinas de aguas quentes cada uma com uma temperatura diferente, eu como ja havia visitado Machu Picchu em outra oportunidade me contentei com as aguas quentes e a estrada de terra beirando abismos que segue por 30 kms saindo de Santa Maria e chegando a Santa Tereza, a e tem a volta tambem pela mesma estrada, alem disso para chegar a Santa Maria partindo de Ollantaytambo temos que atravessar o Abra de Malaga de onde partimos de 2800 mts aproximadamente em Ollantaytambo e atingimos mais de 4600 mts de altitude serpenteando pelos Andes em curvas de todo os formatos possíveis e imagináveis alem de enfrentar uma queda brusca de temperatura que eu tive sorte de la no topo estar por volta dos 4 graus Celsius, ja ouvi relatos de gente que atravessou com temperaturas abaixo de 0 graus.
Satisfeito com o passeio por essas bandas parti rumo ao Oasis de Huacachina, etapa esta que seria realizada em 2 dias, mas acabei fazendo em tres dias devido a um fato desagradável ocorrido na cidade de Chalhuanca, mas sem alterar a ordem dos fatos antes de chegar a Chauhunca passei por Urubanba e subindo os andes sentido a Maras encontrei por sorte uma bela estrada de terra as margens da laguna  Huaypo, poucos quilômetros mas muita diversão, neste dia tinha a intenção de dormir em Abancay, porem é uma cidade muito bagunçada, um verdadeiro caos, como cheguei com tempo de sobra em Abancay lembrei de uma dica que havia recebido na estrada de uma cidade chamada Chalhuanca que ficava um pouco mais a frente e que seria menos caótica que Abancay, olhei para o relógio e segui em frente, não sei se foi uma boa escolha, cheguei na cidade ja com o sol sumindo no horizonte, cansado me instalei no primeiro hotel na beira da estrada que encontrei e ai que passou a situação ruim, acordei por volta das 4 da manhã para ir ao banheiro e quando pus o pé no chão ouvi um barulho estranho de água e senti minha meia ficando molhada, quando me dei conta que o quarto não sei como estava inundado com 2 dedos de água, o que foi suficiente para molhar todas as minhas roupas que estavam na mochila qua havia colocado no chão para dormir, meu celular tambem estava carregando no chão do quarto mas por sorte foi atingido por uma quantidade de água que nao o estragou. Fiquei honestamente com uita raiva e fui acordar o atendente do hostel que me deu uma desculpa esfarrapada, ja sem sono resolvi ir para a estrada e foi ai que cruzei o Pampamarca que fica variando a altitude de estrada por volta dos 4500 mts chegando por muitas vezs a 4800 mts e a temperatura entre 0 e 2 graus celsius, quando o sol ainda estava nascendo e em certa parte da estrada emcontrei neve e gelo a beira da pista. Ja menos irritado visto que a estrada acalma, cheguei a Nazca por volta do meio dia e resolvi tirar o resto do dia de folga para lavar minhas roupas e me reorganizar, lembrei do hotel que havia ficado ali da ultima vez e fui direto para la, um bom hotel, barato e com um patio grande para estacionar a moto, as roupas foram lavadas pela simpática senhora da recepção que de pronto atendeu minha solicitação e lavou todas as roupas incluindo mochila e tudo mais e quem diria sem custos, porem fiz questão de lhe dar um dinheiro pelo serviço.
Agora mais calmo pude aproveitar a tarde de sábado tomando uma Pilsen gelada e observando o movimento na turística mas vazia cidade de Nasca.
Oasis de Huacachina era o próximo destino e bem de manhã no dia seguinte rumei para lá, cheguei por volta do meio-dia e que surpresa boa, um verdadeiro oásis encravado no meio das dunas do deserto com uma lagoa no meio, por essas bandas o passeio mais conhecido é o passeio de carros gaiola pelas dunas e a prarica de sand board nas dunas, sem perder tempo contratei o passeio para a parte da tarde que era o que dava direito a comtemplar o por do sol, bela escolha o sand board foi bem e ocionante e o por do sol nas dunas um espetaculo a parte, a unica resalva ficou por conta da cidade oasis parar cedo, por pouco nao fiquei sem jantar, quando sai por volta das 8 da noite ja estava quase tudo fechando sobrando apenas alguns restaurantes mais caros.
Satisfeito com o passeio nas dunas do oasis parti no dia seguinte para a cidade de Lima ao quL ja tinha ido algumas vezes, entao aproveitei para realizar a manutencao na moto, troca de oleo limpeza de corrente e tambem para relaxar. Aqui em lima dei como finalizada a primeira faze deste projeto, por ser esta uma parte a qual de certa forma nao era totalmente desconhecida, a partir de Lima tudo seria. novidade como veremos a seguir. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Do Atacama ao Brasil

Após passar 2 dias em San Pedro de Atacama estava pronto para iniciar o retorno, como a aduana chilena fica em San Pedro mesmo e só abre a partir das 8 da manha aproveitei para dormir um pouco mais, porem não contava com a fila que se formaria na porta da aduana. Cheguei faltando dez minutos para as oito da manha e a fila ja era grande, por um lado foi bom pois conheci muitos motociclistas brasileiros que tambem aguardavam, por outro lado perdi um bom tempo até realizar os tramites, uma tentativa não pensada seria ter feito os tramites na tarde anterior a partida, na proxima tentarei este método. 
Uma hora e meia depois com os tramites realizados parti em direção a Argentina através do paso Jama, incrivel a estrada, no começo com o visual do vulcão Linkabur se vai até 4800 mts de altitude com um frio intenso, proximo de 0°C, depois se começa-se a descer em direção ao salar de Jama onde fica o paso Jama e tambem a aduana argentina. O abastecimento da moto pode ser um problema nesta travessia, pois a cidade de Susques próximo a metade do caminho costuma sofrer de falta de gasolina, por isso é bom aproveitar o bom posto YPF ja na aduana argentina, o problema é que por estas bandas os postos de gasolina costumam ter apenas um ou dois frentistas e na maioria das vezes não dão conta de atender tanta gente, resultando em longas esperas nas filas, mais uma vez tive oportunidade de conhecer motociclistas e desta vez conheci o André e o Antonio Carlos com sua esposa Débora  os dois viajando com motos Harley Davidson Fat Boy, após uma boa conversa na fila partiram para estrada e eu parti logo em seguida.
Cheguei a cidade de Susques ja próximo do meio dia, a fome ja apertava, parei para comer umas empanadas e novamente encontrei os colegas motociclistas e desta vez decidimos seguir juntos. 
A estrada continuava muito boa, as Harley aceleravam forte, aproveitei para aumentar meu ritmo, atravessamos o salar Grande e depois descemos a costa del Lipan até a cidade de Purmamarca, interessante povoado argentino conhecido pelo seu artesanato. Saimos do deserto e uma chuva ja nos aguardava no horizonte, paramos ja todos encharcados em San Salavador de Jujuy para abastecimento, partimos e após alguns kms lembrei da ultima vez que havia passado por aqui e que não era vantajoso ir até Salta, resolvi que iria ficar em SS de Jujuy, parei os colegas para informar minha decisão, explicando que andaríamos uma quilometragem desnecessária e ja era tarde, pois de Jujuy a Resistencia que seria a etapa do dia seguinte são 847 km e de Salta a Resistencia são 817 km, apenas 30 kms a mais, considerando que de Jujuy a Salta tem 120 kms não valeira o esforço. Os colegas gostaram da matematica e retornamos todos para Jujuy, onde me hospedei no Hotel Avenida, melhor o preço do que a qualidade.
Visual do vulcão Linkabur.
No topo do Paso Jama a 4800 mts de altitude.
Limite internacional Chile/Argentina

Fila para abastecimento no paso Jama.
 
André, Kilão e Falcão.

 Uma chuva fina mais insistente ja nos molhava pela manha quando partimos de SS Jujuy com o objetivo de atravessar o chaco argentino até a cidade de Resistência, o chaco é uma especie de planície por onde se percorre uma reta de quase 700 kms com paisagens nada interessantes por todo o dia, plantações de soja e outras culturas dominam o cenário, a melhor coisa a se fazer é atravessar este trecho o mais rápido possível, sempre tomando cuidado com os inúmeros animais que estão a beira da pista, desde pássaros até cavalos passando por cachorros e carneiros todos prontos para entrar na frente da moto e acabar com uma viajem ou até mesmo com uma vida. Aceleramos forte e passamos ilesos exceto pelos pássaros  onde o placar ficou em dois a dois entre eu e o Antonio Carlos, realmente são muitos pássaros comendo os grãos que caem dos caminhões, quando as motos se aproximam eles levantam voo e infelizmente alguns acabam nos acertando.
Neste trecho tambem tivemos o unico "problema mecânico" da jornada, o Antonio Carlos perdeu um parafuso do seu capacete e a viseira estava se soltando, por sorte tinha um parafuso compativel na minha mala de sobressalentes, realizada a reposição do parafuso demos prosseguimento a viagem e chegamos junto com o por do sol a cidade de Resistência onde nos hospedamos no ótimo hotel Colon próximo a Plaza de Armas e pudemos saborear um bom bife de chorizo regado a algumas Quilmes geladas.

Parada estratégica em Monte Quemado.
Abastecimento ja sem chuva

Hotel Colon, muito bom.

A apenas 650 km da fronteira com o Brasil, acordamos tranquilos e com um céu azul nos acompanhando seguimos em ritmo acelerado rumo a nossa pátria querida, o dia estava rendendo bem e proximo das 4 da tarde ja estavamos a 70 kms da fronteira quando de repente o transito parou por completo e uma enorme fila estava formada, fomos orientados por policiais a seguir para o inicio da fila e la nos informaram que a pista iria ficar fechada até as 6 da tarde devido a um protesto que estava sendo realizado por populares que estavam indignados com a morte de um casal de adolescentes e o descaso das autoridades policiais. Novamente encontramos o grande grupo de motociclistas brasileiros e pudemos conversar sobre varios assuntos tornando a parada um pouco menos estressante. Após o desbloqueio da pista seguimos direto para a aduana brasileira chegando la ja com o sol indo embora.
Neste ponto me despedi dos amigos André e Antonio Carlos e sua esposa Débora, com os quais tive dias bem legais de estrada. Eles seguiram em direção a Cascavel no Paraná e eu com as estrelas ja brilhando no céu cruzei a ponte da amizade de volta ao Brasil pernoitando em Foz do Iguaçu, onde me hospedei em um hotel de quinta categoria e ainda tive que carregar toda a minha bagagem até o terceiro andar do hotel.
Mas é isso ai... Nem sempre o melhor está aqui dentro e tampouco o pior está la fora.

Bloqueio em plena Ruta 12

As três guerreiras.

Antonio Carlos, André, Kilão e Falcão. Gracias pela sua companhia!!!




terça-feira, 19 de março de 2013

San Pedro de Atacama

Na noite anterior pernoitei na cidade de Calama a aproximadamente 100 kms de San Pedro de Atacama, uma cidade muito movimentada do norte do Chile, vizinha a mina de Chuquicamata, importante fonte de renda para o povo chileno corresponde por aproximadamente 10% do PIB do país. A cidade de Calama é muito movimentada e nos dias de semana pode-se ter alguma dificuldade em encontrar hospedagem, visto que ha muitos trabalhadores de outras regiões hospedados na cidade, ciente desta dificuldade me hospedei no primeiro hostel com preço razoável que encontrei, o Nativo Hostel, não muito bom, afinal coisa boa por essas bandas costuma custar bem caro.
Cem kilometros de deserto ainda me separavam de San Pedro e com a maior calma do mundo os percorri sem problemas até o povoado, ruas de areia e casas bem antigas podem impressionar, porem a cidade conta com uma boa infraestrutura hoteleira com os mais variados preços e tipos de hospedagem, sem dificuldades me hospedei no Hoiri Ckunza, em frente ao museu do meteorito, como planejo ficar duas noites por aqui é bom poder ficar em um lugar um pouco melhor para recarregar as baterias. Na parte da tarde aproveitei para passear de moto pelo deserto e conhecer uma das atrações do local, a Laguna de Cejar, lagos de água extremamente salgada, pois ficam em um salar e devido a alta concentração de sal nosso corpo não afunda na água, uma sensação muito interessante, dizem que é como nadar no Mar Morto, mas é bom levar agua doce para tirar o sal do corpo após banhar-se nas águas da laguna, com um litro e meio tomei um semi banho e voltei a cidade por uma estradinha de 12 kms pelo deserto sem asfalto, ótima diversão para o fim da tarde.


Hostel Nativo em Calama, opção econômica.


Rumo a San Pedro do Atacama.

Vista do Povoado de San Pedro de Atacama.

Gracias San Pedro de Atacama.

Igreja Matriz

Rua principal de San Pedro de Atacama

Laguna de Cejar, excelente opção de passeio na parte da tarde.

Só faltou uma breja...hehehe

Lagunas de sal.

Final de tarde em San Pedro de Atacama.
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Um dos pontos de meu interesse nesta trip era o Geiser El tatio, distante 98 kms da cidade de San Pedro, por uma estrada de terra que não é das melhores, estava em duvida entre ir de moto ou pagar uma excursão até o local, pois dizem que as águas do Geiser espirram com maior intensidade nas primeiras horas da manha e de moto não chegaria lá tão cedo, entretanto ir de moto poderia ser mais divertido devido ao caminho sem pavimento, no ultimo instante resolvi pagar o passeio, tudo certo com a agencia disseram que iriam me pegar as 4 e 30 da manha na porta do hotel. Acordei no horário e por sorte ou azar fiquei das 4 da manha até as 5 e meia e nada dos caras da agencia passarem pra me pegar. Voltei para a cama bem chateado e pensando em ir embora do Chile.
Arrumei toda a bagagem e fui abastecer a moto para ir embora quando pensei: minha primeira opção ja era ir de moto, então o que estou esperando, ajustei o GPS para o rumo do Geiser e sem pestanejar toquei para lá, que visual na estrada, um vulcão vai te acompanhando por uma boa parte do caminho junto com lhamas e um frio de doer a mão, em pouco tempo atingi altitudes acima dos 4000 mts e após pouco mais de 2 horas estava no El Tatio, sozinho sem turistas por perto pude curtir toda essa maravilha da natureza. No retorno optei voltar pelo povoado de Machuca, onde a estrada é praticamente asfaltada. Com certeza se tivesse ido de van não teria aproveitado tanto, pois conversando com outro turista mais tarde me disse que nem mesmo nas primeiras horas da manhã os geiseres estavam tão altos e para mim o ponto alto da visita ficou mesmo pelo encanto do seu caminho. Agora aprendi mais uma vez o que sempre soube, se tiver a opção de ir de moto, vá.
Na parte da tarde aproveitei para preparar o retorno, imprimir a carta verde que os argentinos tanto gostam, troquei o dinheiro chileno que ainda me restava por dinheiro argentino e  bora tomar umas ultimas cervejinhas chilenas, pois amanha tem estrada, pretendo chegar a San Salvador de Jujuy ja em território argentino

Aproximadamente 90 kms para os Geisers

Visual incrível na estrada.

Geisers El Tatio.

O que são Geisers

Água espirrando do solo.

Piscina natural aquecida.

Caminho de retorno quase um asfalto.





quarta-feira, 13 de março de 2013

Lima a Calama

Iniciando a terceira parte da trip, após a Simone seguir para o aeroporto parti rumo ao Atacama, agora com o minimo de bagagem possível, algumas roupas no bau, capa de chuva, algumas ferramentas e sobressalentes no saco estanque.
Como sai de Lima ja proximo as 10 da manha, fiz uma perna curta até a cidade de Nazca onde pude conhecer a torre de observação das linhas, se o sobrevoo ja é meio descepcionante a torre é melhor nem comentar, mas valeu como experiencia.
No dia seguinte segui pela rodovia Panamericana, agora por um trecho que eu ainda não havia percorrido, que espetáculo de estrada, vai margeando o litoral peruano, subindo e descendo por encostas desérticas, do lado direito a imensidão do Oceano Pacifico e do lado esquerdo a imponência do deserto que forma paredões de dar medo, tudo tranquilo até que após uma descida e uma curva tudo parado, a estrada estava bloqueada por um rio que tomava a pista por aproximadamente 30 mts, após uma breve pausa para tomar coragem e um pouco de observação dos outros veículos que atravessam resolvi passar, engatei uma primeira acelerei forte e fui, na parte mais funda a água chegou ao meio do motor da moto, a correnteza forte puxava a moto, se caísse ali o prejuízo ia ser grande, sem pestanejar continuei acelerando e sai do outro lado, tudo tranquilo, exceto pela minha bota esquerda que encheu d'agua até a boca, com a meia amarrada na bagagem secando e o pé dentro da bota molhada me empolguei com a estrada e o destino final que seria a cidade de Arequipa se tornou a cidade de Tacna ja na divisa com o Chile.
Com o roteiro adiantado acordei tranquilo no meu ultimo dia no Peru, demorei a sair da cidade, ensinei até português para o recepcionista do hotel, Richard, um saxosofonista que gosta muito do Brasil, uma otima conversa somente para confirmar o que ja vinha pensando a respeito do Peru, um excelente pais muito acolhedor com pessoas as vezes sofridas mais sempre dispostas a ajudar da melhor forma possivel. Obrigado Peru pelos proveitosos dias que tive a oportunidade de desfrutar em suas terras.
Realizados os tramites na organizada fronteira Peru-Chile, passei pela cidade de Arica onde enchi o tanque da moto até a boca e ainda peguei uma garrafa de 2 litros de gasolina, visto que o trecho até Iquique de 320 kms não tem pontos de abastecimento, segui pela Panamericana ainda com destino incerto, minha primeira opção era chegar até Calama ja proximo a San Pedro de Atacama, porem a Panamericana neste trecho está em obra, com varios trechos onde se tem que esperar para passar, e os chilenos gostam de interromper grandes trechos da rodovia e por muito tempo, as vezes por 15 minutos ou mais, com Calama ficando cada vez mais distante minha opção seria a cidade de Iquique, porem quando cheguei no trevo de Iquique o sol ainda estava alto, resolvi aproveitar o resto da tarde e toquei para Calama, só não contava que haveriam mais obras e que por aqui quando estão reformando a rodovia eles fecham a rodovia e fazem um desvio do lado da pista, acabei pegando dois desses desvios, um de mais de 20 kms e outro de mais de 30 kms, como se passam muitos caminhões e chove muito pouco a estrada de terra acaba ficando bem compactada e em alguns trechos se parece até com asfalto, permitindo desenvolver boas velocidades e após um dia bem proveitoso ja com o sol se pondo no horizonte finalmente cheguei a cidade de Calama, onde me instalei num Hostel extremanente caro para suas acomodações, ja me dando boas vindas aos preços altos que se praticam no Chile.
Amanha parto com destino a San Pedro de Atacama, somente mais 100 kms.
Torre de observação das Linhas de Nazca


Litoral Peruano

Após a trevessia do rio, a bota encheu dágua
Após
Ja no fim da tarde chegando a cidade de Tacna

Gracias Peru 


Escultura "Presenças Tutelares" proximo a Arica no Chile

Abastecendo a moto


Final de tarde proximo a Calama.

terça-feira, 12 de março de 2013

Nazca a Lima

Em Nasca realizamos o voo sobre as linhas, aproximadamente 30 minutos de voo sobres os desenhos no deserto, sinceramente não me impressionaram muito e ainda fiquei mal com o voo, o pequeno avião cesna para 6 pessoas, 2 tripulantes e 4 passageiros chacoalha bastante e para se poder visualizar as linhas faz manobras quase radicais, por sorte não havia tomado café da manha.
Ja perto das 11 da manha voltamos ao hotel e nos preparamos para ir a Lima, faltavam 450 km, como ja estava meio tarde e para não chegar a uma capital desconhecida a noite resolvemos fazer uma etapa até a cidade de Pisco, 250 km ao norte, ja no litoral peruano, imaginamos que fosse como no Brasil, que engano, infelizmente a cidade de Pisco foi atingida por um forte terremoto em 2007 e ainda esta se reerguendo, muitos terrenos vazios de casas que se foram e alguns escombros do terremoto estão espalhados por toda a cidade, fizemos um city tour com um desses moto taxis e o piloto nos deu uma breve explicação sobre o ocorrido, segundo ele morreram mais de 120 mil pessoas em toda a região atingida por esse terremoto.
No dia seguinte partimos para Lima, ótima estrada e um visual muito bonito do litoral peruano foram os ingredientes da etapa, muitas casas de veraneio, mansões e condomínios fechados nos mostravam que aqui os peruanos realmente curtiam a praia. Chegamos por volta do meio dia e rumamos direto para o conhecido bairro de Miraflores, onde nos instalamos no Urban Hostel, meio sujo mais a 2 quadras da praia, excelente localização.
Lima nos surpreendeu bastante positivamente, por onde andamos pudemos notar uma cidade muito limpa e organizada, exceto pelo transito caótico como em todas as grandes capitais sulamericanas, aproveitamos a tarde para conhecer a praia de miraflores e contemplar um maravilhoso por do sol no Pacifico, realmente um incrível espetáculo da natureza. No dia seguinte levei a moto a concessionária BMW de Lima para uma sessão de Spa, realmente ela estava merecendo, recomendadissima concessionária, muito diferente do Brasil, nos trataram muitíssimo bem, nos pagaram o taxi para o centro da cidade e entregaram a moto limpa e pronta no horário combinado.
Enquanto a moto estava na revisão aproveitamos para conhecer o centro histórico de Lima, onde fica a Plaza de Armas o Palácio do Governo, tivemos a oportunidade de assistir a troca da guarda do palácio, muito interessante.
A noite fomos ao centro de Miraflores, agitado com muitas lojas, uma rua com muitos restaurantes e barzinhos onde os turistas e peruanos vem se divertir, comemos ceviche, prato peruano feito de peixe cru com muito limão, até que é bom, mais ainda prefiro o sashimi japonês.
Amanha a Simone toma o avião de volta pra São Paulo e eu parto para a terceira fase da jornada em que pretendo percorrer a costa peruana e o deserto do Atacama, chegando a San Pedro de Atacama.
Preparados para embarcar, ao fundo a aeronave que nos levou.

Sobrevoando os arredores de Nasca.

Igreja semi destruída pelo terremoto em Pisco

City tour de Moto taxi.

Transito caótico em Lima

Urban Hostel, meio sujinho, preço e localização ótimos.

Lima, grande capital sulamericana.

Lindas praças com excelente visual em Miraflores.

Para chegar a praia tem que descer o paredão.

Arborizadas avenidas em Miraflores.

WiFi melhor que o do Hostel.

Praia de ondas grandes, só pra surfista.

Por do sol, espetáculo da natureza.

Ué cade a areia da praia???

Plaza San Martin.

Palacio do Governo.

Ceviche, peixe cru cozido no limão.