sábado, 31 de março de 2012

28° Dia - Montevideo/UY a Pelotas/BR

          Tempo bom, sol forte, parti de Montevideo pela Avenida Beira-Mar, costeando o atlântico e vislumbrando as belas paisagens e em menos de duas horas ja estava adentrando a cidade de Punta del Este, linda cidade litorânea, reduto dos mais endinheirados personagens da America do Sul. Mansões, hoteis e cassinos dos mais variados formatos, mas sempre muito grandes. Logo na chegada avistei um motociclista parado no acostamento, era o Wagner da XT660, tinha abortado seu plano inicial de ir até o Chui e pernoitou em Punta del Este, peguei umas dicas com ele sobre o local e segui para o centro da cidade, fiquei encantado com a beleza do local, segui costeando o mar até uma das principais atrações de Punta, o Monumento Los Dedos, que é do artista plástico chileno Mario Irrazábal, o mesmo que fez a Mão do Deserto do outro lado do continente, próximo a Antofagasta no Chile, após uma parada para fotos fui buscar um almoço e acabei comendo uma ótima picanha uruguaia com molho de geleia de uva, um espetáculo de sabor.
          Missão quase cumprida, pronto para voltar ao Brasil, acelerei forte pelas boas estradas uruguaias e por volta das 4 da tarda ja estava na cidade de Chui/RS, onde realizei os tramites de fronteira e adentrei a cidade para abastecimento, uma cidade um tanto confusa, com muita gente na rua, carros de som e pessoas oferecendo hoteis e restaurantes, como ja estava ficando tarde e o sol nesta epoca do ano ja começa a ir embora mais cedo, continuei acelerando até a cidade de Pelotas/RS, tive muita dificuldade para encontrar hospedagem, as baratas estavam ocupadas e as demais eram caras demais para mim, depois de perder um bom tempo consegui encontrar um hotel médio, ja nas proximidades da BR, sem muita opção no local, comi um bom e velho X-tudo na "Lancheria" e fui pra cama cedo.

Montevideo, belissima cidade.

Famoso cassino de Punta del Este

Porto de Punta del Este

Monumento Los Dedos - do Atlantico ao Pacifico.

De volta ao Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2012

27° Dia - Buenos Aires a Montevideo/UY

          Minha passagem para o ferry estava marcada para as 9 e meia da manha, porem era necessário chegar 1 hora antes para fazer os tramites de fronteira e embarcar a moto, após uma despedida rapida de Guillermo e David parti, agora novamente em viajem solo para o retorno, ja estacionado no patio de embarque, encontrei mais tres motociclistas brasileiros que estavam retornando de Santiago, dois de São Paulo com duas BMW G650GS e outro com uma Kawazaki Versys, logo em seguida chegou mais um com uma XT660, Wagner tambem de São Paulo e que tambem estava retornando de Santiago, como a travessia dura aproximadamente tres horas foi uma boa oportunidade para nos conhecermos e contar experiencias de nossas jornadas.
          O Ferry que faz a travessia é muito bem estruturado, conta com um ótimo e caro restaurante onde pude tomar o café da manha e tambem com uma loja de free shop, aproveitei para gastar os ultimos pesos argentinos que me restavam e comprei uma garrafinha de 200ml de whiskey Johnnie Walker Black Label que pretendo tomar quando chegar em São Paulo.
          Ja estavamos quase atracando no porto de Colonia, eu estava na cobertura do barco com outro motociclista observando a paisagem quando nos avisaram que ja era para descer até as motos e que ja tinham levado nossas coisas para a moto, no meu caso minha jaqueta e minha mochilinha de água, chegando nas motos a jaqueta estava mais a mochilinha tinha se perdido, subi correndo de volta ao lugar que estávamos sentando e nada da mochilinha, fui ao centro de atendimento e la estava a mochilinha em cima do balcão, alguem a encontrou e não se interessou por ela deixando-a no balcão de informações.
          Os tres motociclistas sairam apressados, Wagner mais calmo saiu junto comigo e paramos na casa de cambio para comprar alguns pesos uruguaios, como ja estava proximo do meio dia convidei Wagner para almoçar, porem ele pretendia chegar a Chui ainda hoje e partiu apressado. Almocei em um tipico trailer de lanches uruguaio, um delicioso lanche de pão com bife a milanesa, tão grande que tive que guardar um pedaço para mais tarde.
           Após uma volta rápida pela cidade de Colonia parti para Montevideo onde pretendia visitar o estádio Centenário, um dos mais antigos do mundo, cheguei por volta das 4 da tarde a Montevideo, estava indo direto para o estádio quando resolvi antes procurar uma hospedagem e visitar o estádio amanha pela manha, ja hospedado perguntei ao recepcionista sobre a visita ao estádio e ele me informou que as visitas só são realizadas de segunda a sexta das 8 as 17 e como hoje é sexta tinha perdido a oportunidade de visitar o estádio, chateado com a situação sai para uma caminhada pela avenida beira-mar e depois pelo centro de Montevideo. Impossibilitado de visitar o estádio partirei bem cedo amanha com destino a Punta del Este onde pretendo fazer uma passeio rápido e seguir direto para o Brasil.

Cobertura do Buquebus.

Colonia del Sacramento

Inicio da rodovia que liga Colonia a Montevideo.

Por do Sol em Montevideo

Centro de Montevideo

quinta-feira, 29 de março de 2012

26° Dia - Buenos Aires

          Data combinada para retirarmos as motos na oficina, acordamos não muito cedo e como estavamos carregando os pneus David preferiu que fossemos de taxi, chegamos a oficina da BMW e para nossa surpresa as motos não estavam prontas, a minha estava começando a ser feita a revisão e a de David nem tinha começado ainda, o atendente da loja tinha nos prometido as motos prontas para esta quinta de manha e após algumas discussões nos disse que tinhamos nos enganado e que as motos estariam prontas somente na sexta de manha, como ja tenho a passagem do ferry comprada para amanha de manha fiz uma certa pressão no atendente que nos prometeu as motos para hoje a tarde, diante desta situação só nos restava voltar ao hostel sem as motos, antes demos uma passada na loja da Touratech, quase em frente a oficina da BMW, importante marca de acessórios para motos de aventura, excelente loja, o dono e vendedor, um ex corredor de motocross muito atencioso nos atendeu com toda a paciência do mundo inclusive falando inglês, que foi muito bom para David que não fala espanhol. Fiquei impressionado com a grande quantidade de acessórios e roupas para motos disponiveis na loja, inclusive marcas de roupas como Klim e Rukka, que segundo os gringos são excelentes roupas para aventuras de moto, porem nunca as vi nem tinha ouvido falar aqui no Brasil.
          De volta ao hostel saimos para almoçar um delicioso nhoque com molho branco em um simples restaurante nas proximidades da nossa hospedagem.
          Sem muito o que fazer fiquei no computador um pouco atualizando o Blog e aguardando o horario combinado para buscar nossas motos, por volta das 4 da tarde partimos em direção a oficina e após 1 hora de viajem de metro e trem chegamos a loja e as motos estavam prontas, ja com as motos passamos novamente na loja da Touratech onde David instalou alguns acessórios novos em sua BMW.
          Ultimos momentos em BsAs, amanha pela manha começo meu retorno ao Brasil via Uruguay, hora de arrumar a bagagem e definir os ultimos detalhes no roteiro de Guillermo e David que me disseram que virão a São Paulo para conhecer um pouco do Brasil e nos visitar, para finalizar o dia uma boa pizza na pedra acompanhada daquela que não pode faltar, a cerveja gelada.

quarta-feira, 28 de março de 2012

25° dia - Buenos Aires

          Pela manha saimos em busca de pneus traseiros novos para minha moto e para a Adventure de David, resolvemos ir caminhando assim aproveitando para conhecer um pouco as ruas de BsAs, na primeira loja após umas 10 quadras de caminhada havia os 2 pneus necessários, porem os preços não estavam muito convidativos, havidos por economia partimos para a principal rua de motos de BsAs, a esquina da Cordoba com a Pueyridon, tomamos o metro e mais um pouco de caminhada e chegamos a tal esquina, impressionante, aproximadamente 15 lojas de peças e acessórios para motos, porem poucas delas tinham os pneus e as que tinham todas com preços mais caros, diante de tanta dificuldade para encontrar os pneus descobrimos que as importações estão fechadas neste momento na argentina e os poucos pneus Metzeler fabricados no Brasil que ainda restam no mercado são do final do estoque de quando as importações ainda estavam abertas, caminhada perdida voltamos a primeira loja para buscar os pneus e fomos recebidos com muitas risadas e piadinhas do vendedor, ja próximo a hora do almoço.
          Com os pneus garantidos e guardados no hostel, partimos para o passeio turistico, David que ja tem um pouco mais de idade resolveu ficar repousando,  tomamos um onibus com destino ao Bairro La Boca, importante ponto turistico de BsAs que mostra a cultura do povo portenho, exibindo danças de Tango, boas comidas e muitas lojinhas de artes e lembrancinhas,  aproveitei para relaxar um pouco e ja que não estou de moto tomar umas boas Quilmes geladas conversando com o povo local, passamos em seguida pelo estádio do Boca Juniors, La Bombonera, como ja tinha visitado o estádio da outra vez que estive aqui, tiramos algumas fotos da parte externa do estádio e pegamos o onibus de volta, agora com destino a Puerto Madero, onde fica localizada a estação do Buquebus, o ferry boat que faz a travessia entre BsAs e Colonia do Sacramento ja no Uruguay, como é uma travessia muito concorrida e esta semana tem feriado aqui na argentina é bom garantir a passagem para o outro lado da fronteira, passagem comprada fomos caminhando até a Rua Florida, importante centro de compras de BsAs, muito interessante a quantidade de artistas de todos os tipos que ficam nesta rua, inclusive com bandas inteiras tocando boas musicas em busca de uns trocados.
          Hoje David ja em clima de despedida e para celebrar os bons dias vividos juntos na estrada nos ofereceu um jantar no restaurante Cabaña de Lillas no Puerto Madero, ótimo restaurante, com carnes argentinas no cardápio acompanhado de um excelente vinho de Mendoza, todos felizes e com a barriga cheia tomamos um taxi de volta ao hostel.
          Muito Obrigado David pelo maravilhoso jantar que você nos ofereceu, com certeza o melhor jantar de toda a viagem.

Felizes com pneus para mais milhares de quilômetros.

La Boca, otimos restaurantes e muita arte.

Lojinhas de lembranças em La Boca

Carnes sendo preparadas.

Thank you David for the best dinner in this jouney.

terça-feira, 27 de março de 2012

24° Dia - Azul a Buenos Aires

          Nada melhor que começar o dia após uma noite bem dormida, partimos após um bom café da manha em direção a Buenos Aires, faltavam apenas 300km para chegar a ultima cidade a ser visitada na Argentina. As estradas começaram a ficar mais movimentadas neste trecho, em duas etapas de aproximadamente 150km cada estavamos nas cercanias de BsAs e com a preciosa ajuda do GPS seguimos direto para o bairro de San Telmo, conhecido por concentrar uma grande quantidade de Hostels. Chegando ao bairro encostamos as motos e a pé fomos a varios hostels, por fim nos estabelecemos no Hostel La Tanguera na Rua Chile.
          Pretendo ficar em BsAs por alguns dias, tempo suficiente para realizar a revisão da moto, iniciando os trabalhos eu e David fomos a concessionaria BMW levar as motos, na primeira que chegamos, a Cordasco, fomos muito bem atendidos mas não tinha vaga para realizar o serviço, então nos indicaram uma outra, a Trepat, bem mais distante de onde nos estavamos, chegamos lá e não senti muita firmeza na oficina, mas como não tenho escolha fui obrigado a deixar a moto, prometeram entregar na quinta e amanha temos que sair em busca de pneus, pois não tem nem pneu pra vender na concessionária.
          Retornamos ao Hostel e depois fomos de onibus ao bairro de Palermo para conhecer e jantar.

Voltando pro hostel de metro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

23° Dia - Rio Colorado a Azul

          Apos uma noite muito mal dormida na em uma hospedagem de quinta categoria de uma senhora muito simpatica, partimos em direção a cidade de Azul, seriam aproximadamente mais 500 km de outro dia daqueles que a gente as vezes tem vontade de pular, com muitas retas e paisagens meio sem graça.
         Chegamos a Bahia Blanca por volta do meio dia e para nossa surpresa não havia combustivel nos postos de gasolina, conseguimos encontrar apos algumas tentativas, porem era gasolina premium, um pouco mais cara, nestas horas não ha o que fazer, então fomos de premium mesmo.
          O motociclista Ariel que nos tinha ajudado no dia anterior é da cidade de Bahia Blanca e havia se disposto a conseguir uma nova relação  para a KLR do Guillermo, para não atrasar muito a viagem e como a KLR ja estava com alguns outros problemas, achamos melhor tentar chegar como estava a Buenos Aires, aproveitando para resolver todos os problemas de uma só vez, como não conseguimos contato com Ariel, deixamos uma mensagem em sua Caixa Postal para que não ficasse nos esperando.
          Alguns kilometros apos Bahia Blanca o céu ficou carregado, paramos para colocar as capas, o interessante é que nossa rota ia sempre em direção a chuva, do nosso lado céu azul e nós junto com a chuva, as vezes vinha uma curva para fora da chuva, pensava que ia para o céu azul, mas logo outra curva nos levava de volta a chuva forte, meu pneu trazeiro ja esta no osso, estou alongando o maximo que posso a sua troca , para fazer tudo em Buenos Aires, na chuva fica um pouco complicado, a estrada aqui forma muitas poças e a moto por vezes tem vontade de aquaplanar, principalmente nas ultrapassagens quando é necessario sair do trilho seco.
          Entramos na cidade de Azul ja como o nome diz, com um belissimo céu azul, paramos em um locutório tentando ligar para o Charlie, uma pessoa que o Gustavo de Buenos Aires nos disse que iria nos ajudar na cidade de Azul, o locutório estava fechado, resolvemos pedir o telefone emprestado em uma revenda de automóveis usados, o senhor da loja tentou ligar, mas estava desligado o celular do Charlie, não contente perguntei ao senhor da loja se ele conhecia o motoclube da cidade, ele me disse que conhecia o motoclube e tambem o Pollo da "Posta del Viajero", um local que recebe viajantes de motocicletas de todo o mundo e apos algumas ligações nos levou até a Posta.
          A Posta del Viajero é um local muito interessante por onde ja passaram muitos motociclistas, com adesivos e mensagens em muitos idiomas diferentes por toda a parte, o Pollo que é o dono disponibiliza local para quem precisa ficar, porem como estamos em um grupo grande para o local, deixamos nossas mensagens conversamos um pouco e fomos para um hotel indicado por ele, para amanha finalmente chegar a Buenos Aires.

Hotel Roma - Preço justo pelo que oferece.

domingo, 25 de março de 2012

22° Dia - Puerto Madryn a Rio Colorado

          Devido a curtição da noite passada acordamos um pouco tarde, de Puerto Madryn a Buenos Aires são aproximadamente 1500km, possivel de se fazer em 2 dias, mas como não queremos chegar a noite a cidade de Buenos Aires, vamos fazer em tres dias com o terceiro dia mais curto.
          Logo pela manha encontramos muitos motociclistas no posto de gasolina e pela estrada tambem haviam muitos, todos voltando para casa após participarem do evento em Puerto Madryn, o dia seguia tranquilo, boas estradas, pouco vento. Fizemos a ultima parada na cidade de General Conesa onde conhecemos o motociclista Ariel com uma BMW F650GS 2011, linda moto, que infelizmente não é comercializada no Brasil, Ariel resolveu nos acompanhar na estrada, eu seguia na ponta e após uns 40 km quando olhei no retrovisor todos haviam sumido, parei no acostamento, aguardei um tempo e nada, voltei e la estavam a uns 2 km atras parados na beira da estrada, a corrente da KLR do Guillermo havia quebrado, por sorte não entortou e Guillermo tinha uma emenda em seu kit de ferramentas, realizado o reparo na corrente, todos preparados para seguir, quando Guillermo tenta ligar a moto, nada, a moto não queria mais ligar, tentamos no tranco e nada, ai começou a brincadeira. Checamos a gasolina, os fusiveis, as chaves de segurança e na checagem do conector da vela encontramos o problema, não chegava energia para a vela. Depois de mais de uma hora tentando solucionar o problema, quando ja estavamos desistindo e discutindo o que iamos fazer diante daquela situação resolvi dar uma ultima olhada retirando a tampa que cobre o pinhão da moto e la estava por baixo de muita graxa e sujeira dois fios que vão para o estator rompidos, acredito que quando a correte quebrou deve ter rompidos os fios tambem realizamos a emenda nos fios e a moto voltou a funcionar na primeira tentativa de partida, todos contentes e felizes seguimos mais 100km até a cidade de Rio Colorado onde passamos a noite em um horrivel hotel de beira de estrada.

Corrente ja arrumada, a moto não ligava

Procurando a solução no manual de serviço.

Depois de um pouco de trabalho todos felizes com a moto pronta