segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Oitavo dia - Pouca distancia mas muitas emoções








Acordo as 7 da manha com o termômetro marcando 11 graus, e vou rumo ao Canion Fortaleza, 22 km de muita terra e pedra, um lugar incrível, muito lindo, pena que ao tirar uma foto na beira do abismo, coloquei meu capacete no chão e quando olhei pro lado la vai ele rolando pra dentro do cânion, não tive como fazer nada, agora estava la no meio do mato sem meu capacete, voltei pra cidade e parei um cidadão para perguntar sobre uma loja de peças para motos, ele disse que naquela cidade não tinha, somente na cidade vizinha e eu correria um grande risco de tomar uma multa, ai ele me disse que tinha vendido sua moto e que tinha um capacete na sua casa, comprei dele um EBF7 com a viseira toda riscada e parti rumo a São Joaquim, rodei por mais de 40km por estradas de muita pedra, quando avistei um posto policial na divisa de SC/RS, o guarda me informou que ainda faltava 60km para são Joaquim e que a estrada estava péssima devido as chuvas, resolvi desviar a rota por Itambé do Sul, mais 24km de estrada de terra, não dava pra se passar de 25Km/H, descendo a serra, vários abismos a beira da estrada, muita neblina e muito barro, quando cheguei ao asfalto foi um grande alivio, continuei seguindo para a serra do rio do rastro, porem antes de chegar ainda passaria por outra estrada de terra entre Treviso/SC e Lauro Muller/SC, mais 30km, a estrada não era tão ruim, mas sem sinalização alguma, acabei errando o caminho e andando 14km a mais. Após mais esse trecho enfim cheguei ao pé da Serra do Rio do Rastro, um lugar muito bonito e uma das estradas mais incríveis que já passei, por fim cheguei a São Joaquim/SC, tendo percorrido 323KM, mas chegando a apenas 96km de onde parti no começo do dia, a distancia foi pouca, mas com certeza as emoções foram muitas.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Setimo Dia - Curvas e curvas.



Acordo não muito cedo por volta das 8 e meia da manha e rumo para Porto Alegre, de onde depois iria seguir para a região das serras gauchas, uma região muito bonita por sinal, com varias curvas, e um asfalto lisinho, ideal para distrair a cabeça um pouco, após me deliciar nas curvas chego a região de Gramado e Canela, demoro para passar pois a cada poucos quilômetros tinha que parar para tirar uma foto, é irresistível, a região é muito bonita e não da pra passar sem levar uma recordação, já de saída para São Joaquim/SC parei em um posto para reabastecer e o frentista, que na grande maioria das vezes são muito boa gente me falou sobre um lugar chamado Cambara do Sul/RS, me aconselhando a visitar, como a estrada para são Joaquim é de terra e já estava meio cansado decidi seguir a dica do frentista e segui para Cambara do Sul, ja na estrada começa a aparecer um neblina e frio, quando chegui na cidade por volta das 7 da noite o termometro ja marcava 16 graus.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sexto dia - Saudades do Brasil



Após 2 dias andando por Bs As e com minhas reservas monetárias chegando a um nível critico, decido partir de volta ao Brasil, pego a moto as 6 e meia da manha no estacionamento, ainda com o céu escuro e após um pouco de dificuldade para encontrar a Ruta saio com destino a Colon, a Fronteria com o Uruguay, após os tramites de fronteira, paro no posto em Paysandu e encho o tanque até a boca, pois seria a ultima cidade antes de Tacuarembó no Uruguay também, neste trecho teria que enfrentar 220km sem nenhuma cidade ou posto para reabastacimento. Com um sol terrível na cabeça e pilotando na manha pra economizar gasolina chego a Tacuarembó sem nenhum problema, agora seria só alegria pois faltavam apenas 130Km para Santana do Livramento/RS já no Brasil, por onde passei e mais uma vez fiz os tramites de imigração, troquei os poucos Pesos que me sobraram por Reais novamente e continuei a viajem até São Gabriel/RS, onde passaria a noite, totalizando 880km rodados.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quarto dia - Buenos Aires


Depois de muitas cervejas na noite anterior, aproveito pra descansar um pouco também. Acordo perto de 11 da manha e saio com destino a Buenos Aires, distante de Zarate aproximadamente 130km, a estrada é muito boa, toda duplicada, porem estava chovendo muito e com a visibilidade reduzida vou mais devagar, chego em Bs As com uma chuva terrível, o caos igual São Paulo, vou seguindo o fluxo e por sorte chego bem na avenida principal a 9 de Julho, seguindo meus planos deixo a moto em um estacionamento e parto com a mochila nas costas em busca de um lugar para ficar, após algumas perguntas ao povo local consegui encontrar um albergue, no qual ficarei pelos próximos dois dias para conhecer a cidade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Terceiro dia - Amizade pelo Mundo







Acordo as 6 da manha para o terceiro dia de estrada, dispenso o café do hotel que imaginei que não seria mto bom mesmo... Sai de São Borja rumo a Uruguaiana as 6 e meia, ainda escuro mas pela cara do céu o dia iria ser de mto sol, uma neblina forte em alguns trechos, que não se enxergava muita coisa, mas quando apareceu o sol ai o bicho pegou, um calor terrível, mas bem melhor que chuva e frio.
Chegando a Uruguaiana fui atrás da bendita carta verde, que é o seguro q se precisa fazer para entrar com a moto na argentina, encontrei com uns Tele-Motos, é assim que se chamam os moto taxis, e um deles me deu a dica para tentar passar sem a carta verde e logo em seguida faze-la do outro lado da fronteira que sairia muito mais barato, seguindo a dica fiz o cambio do dinheiro e parti para a fronteira, seria meu primeiro contato com os argentinos, logo de cara um tiozão bigodudo falando todo enrolado em castelhano me pediu a carta verde, ai tentei explicar pra ele q a faria logo em seguida ali mesmo na fronteira, e ele não aceitou e me mandou fazer meia volta, depois disso fui até ao consulado da argentina para ver o que se podia fazer, porem teria q ter a carta verde mesmo, quando estava procurando o cara q fazia a carta, um cara mto firmeza me ofereceu ajuda, então chamamos um Tele-Moto, que me levou até o outro lado da fronteira para fazer a carta verde.
O tempo vai passando, a viajem da ficando atrasada, com a carta verde na mão sigo pra fronteira novamente, chegando la o mesmo tiozão bigodudo, então ele pergunta:
-Tienes ahora La carta vierde?
- Sim
-Puedes seguir.
Nem pediu pra ver a carta, se eu soubesse já tinha falado da primeira vez que tinha a carta.
Agora vamos pro setor de imigração, outra demora, uma fila enorme, o sol estava forte e eu la de jaqueta, calça, bota, andando a pé no sol, depois de mto suor literalmente, consegui terminar os tramites.
Entrei na Argentina, nada mto diferente do Brasil, a não ser o idioma das placas, estava com apenas 200km rodados e já era 1 da tarde, aproveitei o retão infindável e tome acelerador pra tirar a diferença, parava só pra abastecer e já saia de novo, sempre que tinha um comando policial, ficava morrendo de medo, devido fato da policia rodoviária da província de Entre Rios onde eu estava passando ter a fama de pedir propina pra brasileiros, mesmo estando tudo certo, passei por vários, até q logo após uma parada para reabastecimento tinha um comando bem em uma curva, o policial fez sinal para eu parar, e logo já veio me dizendo que meu farol estava apagado e que isso gerava uma multa, o pior que estava mesmo, tentei argumentar mas não adiantou, então ele pediu os documentos e a carta verde, perguntou como iriamos resolver a situação, então lhe disse q não tinha dinheiro, e ele anotou todos meus dados dizendo que iria chegar uma multa. Vamos esperar pra ver.
Continuo o caminho, já são quase 6 da tarde e o sol continua forte, pergunto a um frentista que horas chega à noite e ele me diz q chega depois das 9, muito bom isso significa que vou poder andar bastante ainda, rodei mais muitos quilômetros e enfim cheguei à cidade de Zarate perto de Buenos Aires, uma cidade aparentemente muito tranquila, logo na chegada sou recepcionado por três rapazes de bicicleta perguntando que moto era a minha, aproveitei o interesse dos rapazes e perguntei sobre um hotel, eles me ajudaram a achar um legal e marcamos um horário para tomar umas Quilmes, e assim terminou o dia, fiz amizade com os locais, um pessoal muito gente boa, inclusive apaixonados por motos também, trocamos muitas informações sobre motos da Argentina e do Brasil, um deles o Andreas me deu até uma camiseta do Boca Junior e Dois CDs de Bandas locais da Argentina. Após muitas merecidas Quilmes na cabeça fui dormir porque amanha tem mais...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Segundo Dia - Pelas quebradas...












O Segundo dia começou com garoa já pela manha, sai de Pato Branco/PR as 7 da manha rumo a São Borja/RS, resolvi ir pelo caminho mais curto, mas q nem sempre é o mais fácil, para chegar em Itapirama\SC demorei um pouco, pois o caminho era mto confuso, varias estradinhas vicinais cheias de curvas e uma bela a paisagem.









Ao chegar em Itapirama tinha uma balsa para passar para o outro lado, barra do guaripa, mas ai veio uma surpresa, a estrada que saia da Barra do Guaripa até a cidade de Tenente Portela era de terra por 30Km, com varias pedras.





Continuando na estrada depois de perguntar ininitas vezes, nessa hora senti falta de um GPS, mas o contato humano tbem é legal, cheguei a Santa Rosa/RS, mas a frente outra balsa em Ijui/RS, onde caiu uma chuva feia com mto vento, esperei um pouco em um posto na cidade de São Luiz Gonzaga/RS.
No total do dia rodei por 597KM chegando a São Borja/RS, meio cansado com saudades da mulher, mas feliz por ter realizado mais um trecho..

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Primero dia - A partida




Chegada a hora da partida, 6 da manhã sai de Piraju/SP, rumo ao destino. Apos rodar 149km cheguei a cidade de Ibaiti/PR, e a uma surpresa me aguardava, desci da moto e qdo olhei para o pneu traseiro la estava ele meio baixo, pronto ai começava a viagem, fui a borracharia e fiquei mais de uma hora esperando o borracheiro arrumar.


Pneu arrumado parto para estrada novamente, rumo a Pato Branco/PR, o q me chamou a atenção foi a quantidade de pedagios e o pior moto tbem paga, 5 pedagios, um absurdo e a estrada nem é tão boa.


Rodei um total de 632km, chegando a Pato Branco, uma cidade mto limpa e organizada, onde arrumei um hotel barato para passar a noite.